quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O Fulgor da Alegria Em Cristo Será Muito Maior Do Que as Lágrimas Vertidas de Agora!




     

      Podemos admitir por vários aspectos que este mundo é um mar de lágrimas. A epístola aos Romanos capítulo 8:22 diz: “ Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme, e está com dores de parto até agora; e não somente ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa redenção, a saber, a redenção do nosso corpo.” De todos os lados sentimos a realidade dessa pressão sobre nós. Que o digam os enfermos enfrentando uma vaga em um leito de um hospital, e, diga-se de passagem, emergencial, que deveria-se ter uma mecânica de assistência enorme. Haja vista de todas as complicações de variados casos. Notamos o completo descaso, despreparo, carência em todos os aspectos. Falta de mão de obra qualificada, médicos, enfermeiros, assistente social. Problema de toda ordem social que, principalmente castiga agravando ainda mais a vida dos enfermos. Que vele de lágrimas! Dor, choro, lágrimas, angústias e gemidos! Um completo descaso para com o povo. Um sistema desumano por ser injusto em suas divisões de verbas. Deus certamente cobrará de cada um. O Senhor Jesus mesmo nos diz que no mundo teríamos e teremos aflições, mas que, deveríamos ter bom ânimo. Irmãos queridos, amigos, Terá um Fim um dia, um momento a nossa dor! Isto, tudo logo passará! Porquanto em Deus nosso Único castelo bem forte e seguro, ouve e, ouvirá o nosso clamor. [ Sl.106:44 ]. “ Porquanto a sua ira dura só um momento; No Seu Favor está a Vida. O choro pode durar uma noite; pela manhã, porém, vem o cântico o cântico de júbilo.” [ Sl.30:5 ]. Neste mar de lágrimas, podemos passar as noites mais duras e amargas da alma. Contudo meus amados, queridos irmãos, ela tem um tempo de duração. O amanhã surgirá! Ela brilhará! A Luz da Aurora romperá em Grande e Incomparável júbilo. Jesus, nosso Maior Consolo, virá; vem logo em nosso amanhecer. Vem Senhor nos socorrer. Sanando as nossas dores, lágrimas e aflições. Vem nos curar mentes e corações. Porquanto tu és o nosso Pastor por Excelência. Vem por o maravilhoso bálsamo de seu amor em nossas feridas e traze-nos alento imediato  pela manhã como uma doce e jubilosa canção. Quando no céu, com Cristo irromperemos o mesmo em tom  alegre angelical. A.G.Saimoton disse: " Amanhã quando eu acordar Deus estará comigo, mas, caso eu não acorde eu estarei com Deus."
     
     Ó, Nosso Senhor, Vem, Vem! Visite-nos com o seu bálsamo de amor. E alente-nos a alma com refrescar com seu muito amor. Vem Senhor, meu Rei nosso Rei, Soerguer-nos deste mar de dor. Bendito seja o Senhor, que em tudo temo o sim e o amém. Por está sempre ao nosso lado conduzindo-nos muito bem. Bendito seja o Seu Nome meu Senhor. "Maranata, ora vem Senhor Jesus." Quando em breve de nossos olhos enxugará-nos toda a lágrima. A alegria será mais que real! O amor e a perfeição da paz em nossas vidas será algo glorioso. Enfim, experimentaremos a tão promessa da Alegria Indizível e Cheia de Glória que a Bíblia tanto nos fala com nossa Maior Promessa.
     
M.S.de Melo.


terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

O Naufrágio dos Blasfemos!


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   " Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o bom combate, mantendo fé e boa consciência, portanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé. E dentre esses se contam Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para serem castigados, a fim de não mais blasfemarem." [ 1 Timóteo 1:18-20].

    A carta da prisão, a Epístola de Paulo a Timóteo é conhecida coma as cartas pastorais. Devemos lembrar sobre a vida deste grande servo de Deus, o Apóstolo Paulo. Como em pró do Evangelho de Cristo padeceu como uma ovelha muda diante de seus tosquadores. " Antes em tudo recomendo-nos como ministro de Deus; em muita perseverança, em aflições, em necessidades, em angústias, em açoites, em prisões, em tumultos, em trabalhos, em vigílias, em jejuns, na pureza, na ciência, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor NÃO FINGIDO [ grifo nosso ], na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça à direita a esquerda, por honra e por desonra, por MÁ FAMA e POR BOA FAMA; como enganadores, PORÉM VERDADEIROS; como desconhecidos, porém bem conhecidos; como quem morre, e eis que VIVEMOS; como castigados, porém não mortos; como entristecidos, mas sempre nos alegrando; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, mas possuindo tudo." [ 2 Co. 6:4-10 ].

     Fiz questão de mostrar o quanto este grande servo de Deus padeceu em pró do Evangelho de Cristo, e, observe que nesta sua primeira carta o mesmo se encontra preso que, apesar do mesmo se encontrar numa situação golpeante,  preso como malfeitor a Palavra de Deus não estava algemada, [ 2 Tm.2:9 ]. Que Deus conceda maior graça a sua igreja de entender que mesmo aparentemente preso por alguma situação, devemos fazer jorrar a Palavra de Deus como água para tornar vivo tudo ao nosso redor. Que é possível pelo Espírito Santo, fazer com que a Palavra de Deus esteja livre para gerar e produzir seus maiores benefícios libertadores em Cristo Jesus. 

     Nesta sua carta de despedida, o Apóstolo chama a atenção do jovem pastor Timóteo: " Este é o dever que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo as profecias de que antecipadamente fostes objeto: combate, firmado nelas, o bom combate, mantendo a fé e a boa consciência,[...]" [ 1 Tm.2:18-19a ]. 

     Queridos irmãos, a igreja existe com um propósito bem definido em sua constituição, GLORIFICAR A DEUS! Não importa de que modo a situação venha se apresentar, o dever dela é glorificar a Deus, seja na vida ou na morte. Veja como por exemplo descreve o Apóstolo Paulo aos Coríntios, como teve uma vida leve né? Não! O Apóstolo, tampouco os demais nem mesmo a igreja primitiva teve moleza. A vida de testemunhar acerca do Evangelho de Cristo era em face da morte. Arena, Leões e fogueiras eram o lucro por sua fé em Cristo. Como diz o autor da Epístola aos Hebreus, [...] " uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e ainda cadeias e prisões. Foram apedrejados e tentados; foram serrados ao meio; morreram ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, aflitos e maltratados dos quais o mundo não eram digno, errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra." [ Hb. 11:35-38 ].

     " Este é o dever que te encarrego, ó filho Timóteo..." Paulo, ao escrever a seu filho, escreve como um pai super amoroso, não querendo que seu filho se perdesse em meios aos combates de sua fé. Presta atenção caro irmão em Cristo, Paulo diz que os que fizeram vistas grossas para as advertências dele NAUFRAGARAM NA FÉ! Timóteo precisava combater o combate da fé firmados nos princípios doutrinários dos quais o Apóstolo Paulo lhe transmitiu como um fiel ministro de Cristo Jesus. COMBATER FIRMADOS NELA! Esta foi a recomendação solene do Apóstolo. Combata firmemente! E de modo alguma não despreze, afirma o Apóstolo Paulo, A Fé e A Boa Consciência!

     Irmãos, Toda vez que alguém despreza estas virtudes em um combate, naufragam! Afundam! Morrem! E são tragados por Satanás! Veja, se não é isto que ele, o Apóstolo Paulo diz: " ...combate, firmado nelas, o bom combate, mantendo fé e boa consciência, PORQUANTO alguns, tendo REJEITADO a boa consciência, vieram a NAUFRAGAR na FÉ." [ V.19 ]. Quando o combate já não é o combate da fé, ele se torna o combate humano. E todo combate humano é fadado ao fracasso. Pois os tais já negaram a verdadeira fé e a boa consciência, a consequência desta pobreza espiritual é o Naufrágio na fé. Já não vivem a verdadeira essência da fé evangélica. Outra coisa já os dominam e não não é a verdadeira fé nem a boa consciência. Pode esperar para um desastre real. Pois as Escrituras diz que já naufragaram no Caminho da Verdade.

    Paulo diz a Timóteo quem haviam naufragado no caminho da fé. Himeneu e Alexandre. Estes foram entregue a Satanás para serem castigados pois haviam blasfemado contra o Nome do Senhor, contra o caminho do Evangelho e rejeitaram fortemente as advertências do Apóstolo Paulo.[ V.20 ]. Irmãos, pare, se tem algo que não devemos fazer é tomar a frente de Deus. Quero dizer com isto, que todos que se levantam contra a verdadeira sabedoria que é segundo a Fé genuína de Cristo e a boa consciência o próprio Deus se encarrega em os repreendê-los, castigá-los por haverem blasfemado contra o Senhor e por haverem rejeitado o governo que Ele mesmo constituiu para o bom andamento de Sua Igreja. Deus irá retribuir a cada um segundo as suas obras más. Diz o Paulo, o Apóstolo: " E dentre esses se contam Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para serem castigados, a fim de não mais blasfemarem." [ 2 Tm. 1:20 ].

     Queridos, desses dois indivíduos, um foi mais miserável do que o outro, Alexandre, conhecido como o latoeiro. Paulo em sua segundo carta a Timóteo diz que este sujeito havia causado muitos males a ele. O que Paulo de pronto diz duas coisas a Timóteo 1º O Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras. 2º Tu, GUARDA-TE também dele, porque resistiu fortemente às nossas palavras. [ 2 Tm. 4:14-15 ]. Irmãos queridos não perca de vista o foco de glorificar a Deus por conta dos blasfemos, insubmissos e arrogantes que enfrentam o governo eclesiastico. Deus dará a paga a todos os " Alexandres" da vida. Você conhece alguns como Himeneu e Alexandre? Entregue a Deus! Pois eles todos serão dentro em breve cortados pelo Senhor.  Tudo por ter dito impropérios contra a Igreja de Cristo, contra seus fiéis ministros. Estes já naufragaram na fé! Estão cada vez mais afundando. Não perca o foco de viver livre para glória de Deus! Não perca tempo com quem não faz parte mais do arraial de Deus os quais não combatem o bom combate firmado no amor, na fé, na pureza e na boa consciência. Não irmãos queridos, não percam mais tempo! Todos que abandonaram a verdadeira fé e o bom senso, já Naufragaram do Caminho da Verdade. Logo todos eles verão o grande estragos que eles mesmos fizeram com suas próprias vidas. Lembrem-se, o Apóstolo Paulo por seu zelo cego pensava que fazia coisa boa quando perseguia os cristãos, contudo, precisou o Senhor Jesus vir ao seu encontro e lhe jogar no chão. E lhe fez enxergar o grande erro de sua vida, que, perseguir a igreja é perseguir a Cristo. [ Atos 9 ]. Dura coisa irmãos é para este recalcitrar contra os aguilhões.

     Moisés disse ao povo judeu após ter sido liberto do Egito, quando atrás vinha faraó furioso com seus cavaleiros. A frente o mar vermelho. E que pensaram que tudo acabaria ali. Contudo Moisés diz ao povo: " Moisés, porém, disse ao povo: ' Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que Ele hoje vos fará; porque aos egípcios que hoje vistes, nunca mais tornareis a ver; " [ Êx.14:13 ].

     Aquietai-vos! irmãos e irmãs. Confiai no Senhor! Sei que o nosso senso de justiça é presente, mas, muito mais real e de equidade é a Justiça do Senhor. Honrada coisa é cair nas mãos do Deus vivo, é o que diz o Autor da Carta aos Hebreus. A correção de Deus para muitos que resistem é como um nó de boiadeiro, quanto mais eles endurecem a sua conduta, mais aperta o nó da repreensão. Ai deles! Pois a todos os arrogantes o naufrágio é certo. 

Ev. M.S.de Melo.

   

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Princípio Regulador no Culto - A Adoração que É Segundo As Escrituras - Parte Final





     Chegamos enfim, ao final de nossa abordagem sobre o Princípio Regulador do Culto. Gostaria de aqui trazer alguns outros pontos tão pertinentes quanto a outras posições já posta em relevo. 

      Charles Spurgeon um dos maiores pregadores que os séculos já pôde conhecer diz algo de extrema importância quanto ao assunto exposto. Ele que alertou os líderes de sua época tão turbada de influência pagã, advertiu quanto aqueles que em vez de alimentar as ovelhas estavam entretecendo os bodes. Criou um tratado intitulado Feeding Sheep or Amusing Goats ( Alimentando Ovelhas ou Entretendo Bodes ). Sobre isto ele diz algo sobre o culto solene a Deus. Escreveu Spurgeon: 
" O diabo tem raramente feito alguma coisa sagaz do que sugerir à Igreja que parte da sua missão consiste em proporcionar entretenimento ao povo, com vistas a ganhá-lo...Em nenhum lugar nas Escrituras é dito que prover divertimento para as pessoas é função da Igreja. Se isso fosse função da Igreja, por que Cristo não falou sobre isso?..."ele concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres" para a obra do ministério. Onde se incluem os que entretêm pessoas?...Se Cristo tivesse introduzido mais elementos festivos e agradáveis à Sua missão, Ele teria sido mais popular, quando as pessoas se afastavam dEle por causa da natureza perscrutadora e penetrante do Seu ensino. Mas eu não O ouço dizendo: " Corre atrás destas pessoas, Pedro, e diga a elas que teremos um estilo de culto diferente amanhã, algo mais breve e atrativo, com pouca pregação..." Jesus se compadecia dos pecadores, preocupava-Se e chorava por eles, mas nunca procurou diverti-los."

Princípio Bíblico

     Diz, que a despeito de o Princípio Regulador estar em perfeita harmonia com as doutrinas reformadas com respeito as Escrituras, do homem e dos atributos de Deus, os reformadores e puritanos, consideravam o Princípio Regulador do Culto a vista de uma razão maior: Eles entendiam que Deus mesmo revela este princípio em Sua Palavra. Tanto no Velho Testamento quanto no Novo Testamentos. E por tanto, condena as invenções humanas relacionadas ao culto, proíbem adições ou diminuições ao culto divinamente prescrito, considerando vãs quaisquer formas de adoração provenientes de mera tradição humana.

     Afirmam os reformadores e puritanos ser esta uma posição bíblica a partir de referências como: " Agora pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os cumprirdes, para que vivais, e entreis e possuais a terra que o Senhor, Deus de vossos pais, vos deu. nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando." [ Dt. 4:1,2 ].

     Apesar desta referência não se tratar diretamente com respeito ao culto, é evidente que aqui inclui o culto público. 

     Uma outra referência clássica em defesa a este princípio está no mesmo livro capítulos mais a cima: " Tudo o que eu te ordeno, observarás; nada lhe acrescentarás nem diminuirás." [ Dt. 12:32 ]. Versículo que diz justamente sobre o culto. Conclusão de um capitulo que se trata justamente sobre o culto público.

     Temos de igual modo nos evangelhos e nas cartas pastorais sobre a afirmação de que há sim um princípio divino quanto a forma e ao modo de como se cultuar o verdadeiro Deus. 

     O Senhor Jesus nos diz em um de Seus Evangelhos: " Bem profetizou Isaías, a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrina de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. E disse-lhes ainda: jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição." [ Mc.7:6-9 ].

     Um segundo texto também de total consideração é o Capítulo de Colossenses 2. Quando Paulo, o Apóstolo, exorta a que os crentes não se deixassem persuadir a práticas observando costumes litúrgicos da Antiga Aliança, o que era sombra do culto neo-testamentário, condenadas entre outras coisas, o que as Escrituras chama de Culto de sim mesmo. O Culto da vontade. Vejamos o que diz Colossenses 2:16,17-20,23. 

" Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sobra das coisas que haviam de vir...Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquilo outro, segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois todas estas coisas, com o uso, se destroem. Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como Culto de si mesmo, e falsa humildade, e rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade ( pecado )".

       Sobre o culto da vontade os reformadores que é justamente quando os homens adiciona algo que tem aparência de sabedoria humana, sendo mais palatáveis a natureza pervertida do homem em vez de submeterem a Vontade de Deus revelada nas Escrituras. Quanto a isto Calvino escreveu:

[...]" Eu não ignoro o quão difícil é persuadir o mundo de que Deus rejeita e mesmo abomina toda invenção da razão humana relacionada ao culto. A ilusão, com relação a esta questão tem diversas causas: ' Cada um acha que está certo', como expressa o antigo provérbio. Assim, os filhos das nossas próprias mentes nos deleitam; e além disso, como Paulo admite, o culto fictício frequentemente apresenta alguma aparência de sabedoria ( Cl.2:23). Como a maioria dos casos, o culto fictício tem um esplendor externo que agrada aos olhos, ele é mais agradável à nossa natureza carnal, do que apenas aquilo que Deus requer e aprova, e que tem menos ostenação...

     É de se estranhar dos que são contra a esta perspectiva reformada do princípio regulador de não fazer a devida consideração de passagens como o culto de Caim, o fogo estranho de Nadabe e Abiú, o culto de Saul em Gilgal e o transporte da arca da aliança para Jerusalém. Por que Deus não Se agradou da oferta não cruenta de Caim, e agradou-se da oferta cruenta de Abel ( Gn. 4:1,6; Hb. 11:4 )? Porque Nadabe e Abiú foram consumidos por Deus ao oferecer fogo estranho quando ofereciam incenso ( Lv.4:17-20 )? Porque então o sacrifício de Saul foi condenado por Deus? Por que deu tudo errado quando Davi tentou levar a arca para Jerusalém num carro em vez pelas argolas ( 1 Cr. 13 )? Por que Uzá foi morto ao segurar a arca da aliança quando os bois tombaram em Quidom? 

     A resposta a todas estas repreensões na visão reformado-puritana é que todos contrariaram a lei do culto, o princípio bíblico regulador do culto, que Atribui a Deus o direito de prescrever a maneira pela qual Ele deseja ser adorado.

     Com respeito a este requisito, para os reformadores e puritanos quando não se faz segundo este princípio bíblico, a desobediência torna-se um pecado de Idolatria e Superstição. Entendiam eles, que, idolatria não no sentido restrito de adoração a outros deuses ( primeiro mandamento ), mas também no sentido de adoração ao Deus verdadeiro da forma errada ( segundo mandamento ).

     Uma última observação a ser feita é quanto  Elementos e Circunstância de Culto. Importante análise a ser considerada aqui. Pois na concepção reformado-puritana do princípio regulador do culto, diz respeito à distinção entre elementos ou ordenanças de culto circunstanciais de culto.

     Os elementos de culto são práticas específicas, prescritas ( direta ou necessariamente inferidas ) das Escrituras e válidas para toda a dispensação do evangelho ( da graça ), em qualquer lugar ou circunstância. Alguns desses elementos são comuns; isto é, fazem parte regularmente do culto. A posição reformada quanto ao culto reconhece conter apenas no culto público: Leitura bíblica, a pregação da Palavra, a reverente a atenção a ela, a oração, o cantar o louvor ( salmos ), e as ordenanças dignas do sacramentos, batismo e santa ceia. Outros elementos são ocasionas ( não regulares ) de culto são eles: os " juramentos religiosos, votos, jejuns solenes e ações de graças em ocasiões especiais."

     As circunstâncias de culto, são todas as demais coisas, de caráter não religioso, mas necessárias a realização do culto. Estas coisas não são fixas, não fazem parte do culto em si, não sendo portanto especificamente prescritas nas Escrituras. Contudo, deve ser à luz das Escrituras da revelação geral, do bom senso cristão, de conformidade com os princípios gerais das Escrituras. Assim, a Confissão de Fé Wstminster diz em seu capítulo I, em seu parágrafo IV : " [...] há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e o governo da Igreja, comuns às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras da Palavra, que sempre devem ser observadas."

     Concluindo este levantamento sobre o Princípio Regulador do Culto, onde até aqui, de maneira interpretativa ao escopo do assunto explanando, diz o Dr. Pastor Paulo Anglada:
" Reconheço que professar e praticar o princípio regulador puritano não significa dirimir ( tirar o valor de ) todas as questões relacionadas ao culto. Mesmo os puritanos não foram unânimes em algumas questões concernentes ao cântico de hinos no culto público e ao uso de orações litúrgicas ( previamente compostas ).
A convicção da legitimidade do princípio regulador do culto reformado também não implica necessariamente em um rompimento imediato e abrupto com toda e qualquer prática que, na nossa interpretação, não tenha fundamentação bíblica. A prudência nos recomenda que em questões tão disputadas como estas, tenhamos o cuidado de avaliar extensamente as nossas interpretações - e a teologia e a prática reformada são excelentes referências nesta avaliação.
E ainda que tenhamos a plena convicção da ilegitimidade de práticas litúrgicas menos relevantes ou geralmente estabelecidas, convém uma palavra de prudência e paciência, para não virmos a comprometer questões maiores. Calvino, por exemplo, não concordava de modo algum com o dia santo do natal. Mas preferiu adiar esta reforma em Genebra, para não impedir o curso da Reforma. John Knox rejeitava a imposição anglicana do ato de ajoelhar-se para receber o pão e o vinho na Ceia do Senhor, mas aconselhou sua congregação em Berwick a tolerar a prática. E o puritano Thomas Cartwright, embora se opusesse ao usos de vestes clericais, considerou melhor usá-las do que ser obrigado a abandonar a sua vocação."

     Em fim, chegamos ao final, e aqui dizermos ainda como conclusão última deste assunto, que, a glória e a beleza do culto na nova dispensação não está em coisas externas como, o templo, sua decoração, nos ritos, nos símbolos, nas luzes, nos corais, na pompa, nas cerimônias, nos instrumentos musicais, ou em quaisquer coisa do gênero. Mas, está sim, na sua simplicidade, na sua natureza espiritual, na santidade do adorador, na conformação do culto à verdade revelada nas Escrituras, na realidade do acesso do crente à presença de Deus pela intermediação de Cristo e a ação do Espírito Santo.

     E aqui fica a Palavra de Deus que se encontra em Romanos 12:1,2. Feitas nas palavras do citado autor desse livro. Dr. Paulo Anglada. 

" Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional ( lógico, razoável ). E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação das vossas mentes, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."

Biografia : O Princípio Regula dor no Culto - Pgs. 22-42 Paulo Anglada é Pastor da Igreja Presbiteriana Central do Pará, professor de grego e hermenêutica do Seminário Teológico Batista Equatorial e presidente da ARPAV - Associação Reformada Palavra da Verdade, na cidade de Belém.






    

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O Diretório de Culto de Westminster




 Da Reunião dos Crentes da Igreja e seu Comportamento no Culto Público de Deus


   Quando a Igreja se reúne para o Culto Público, as pessoas ( tendo antes preparado seus corações para o mesmo ) devem todas vir, e tomar parte; não se ausentando das Ordenanças Públicas por negligência, ou por pretexto de reuniões particulares.

   Que todos entrem no recinto da Reunião, não com irreverência, e sim de maneira comedida e decorosa, tomando seus lugares sem Mesuras ( cumprimentos ) em direção a um ou outro lado, ou outros movimentos de Adoração.

    Os fiéis estando reunidos, o Ministro depois de convidá-los solenemente à adoração do grande Nome de Deus, deverá começar com uma oração:

Reconhecendo em toda Reverência e Humildade a incompreensível Grandeza e Majestade do Senhor ( em cuja presença eles assim se apresentam de modo especial ), e sua própria condição vil e indigna de se aproximar dEle; com inteira incapacidade por si mesmos de fazer tão grande Obra; e humildade implorando-lhe o Perdão, Auxílio e Aceitação em todo o Culto a se então realizado; e por uma Bênção naquela porção definida de sua Palavra que ora será lida; e tudo mais; em o Nome e pela Mediação do Senhor Jesus Cristo.

   Uma vez começado o Culto Público, as pessoas deverão dirigir toda a sua atenção a este culto, evitando Ler qualquer coisa que não seja o que o Ministro está lendo ou citando no momento; e abstendo-se sobretudo de todos os cochilos, consultas, saudações, ou cumprimentos particulares a quaisquer pessoas presentes, ou que estejam entrando; como também de todos os olhares fixos, cochilos, e outro comportamento indecoroso, que possam perturbar o Ministro ou as pessoas, ou impedir a si mesmo ou a outros de cultuar a Deus.

    Se por necessidade as pessoas forem impedidas de estarem presentes no início, não devem, ao entrar na Igreja, se entreter em devoções pessoais; e sim reverentemente se comporem para se unir com a congregação, para a Ordenança de Deus que esteja ocorrendo no momento.

Da Leitura Pública das Sagradas Escrituras.

   A Leitura da Palavra na Igreja, sendo parte do Culto Público de Deus ( no qual reconhecemos nossa dependência e sujeição a Ele ) e um meio santificado por Ele para edificação de seu Povo, SERÁ realizada PELOS PASTORES E PROFESSORES ( Presbíteros, diáconos ).

     Deixo aqui para conclusões particulares e indagações, o porque de tantas igreja ditas confessionais e reformadas relutarem em não fazer o que diz o Diretório do Culto. 

   Este segundo ponto do Diretório é tão sério que me pergunto a quem estamos realmente adorando! Se o Próprio Senhor o mesmo pré-roga o culto que lhe é devido; reclama. Como os homens, e certos ministros fazem o contrário! Como! Não entendo. Realmente precisamos de uma urgente reforma na vida e na própria forma de adoração haja vista do que temos visto e conhecido ao longo da história da igreja.

   Da chegada da Igreja, ao momento do culto, todo percurso litúrgico tem um que regula, e este é Deus, nunca os homens, nunca os ministros. Como conceber a ideia de fazer de outro modo, contrário este princípio embasado e fundado nas Escrituras! Tendo como nossos documentos confessionais a confirmação dAquilo que a própria  Escrituras Sagrada ordena quanto a vida do adorador e a forma da adoração.

   Em síntese, estes dois pontos, nos revelam a reverência única à Deus no momento de adoração Pública, ministros, professores ( presbíteros ), zelar pela adoração devida a Deus que deve ser de acordo ao rito ( ao que é ordenado ) nas Santas Escrituras. 

    Que o Senhor ajude as igrejas a chegar a devida compreensão que nada deve ser feito pela imaginação do homem, sugestão de Satanás, nem por nenhuma representação visível e nem ainda mesmo através de nada que as escrituras não prescreva.
    
      A Deus Toda A Glória!

DIRETÓRIO DE CULTO DE WSTMINSTER
Págs. 27-28


sábado, 27 de janeiro de 2018

Princípio Regulador no Culto - A Adoração Que É Segundo as Escrituras - Parte VI

Concepção Reformado-puritana do Princípio Regulador do Culto.


   O Princípio Calvinista

   O Princípio Regulador do culto está em perfeito acordo e harmonia com o corpo de doutrinas reformadas da autoridade e suficiência das Escrituras. O princípio não é nada mais nada menos que a aplicação dessas doutrinas no culto. Este é o parecer de todos os calvinistas. O que é estranho hoje notarmos que muitos dos que são historicamente reformado, não tem nenhuma ligação com este corpo de doutrina chamado de " calvinista". Muitos dos quais nem mesmo sabem sua posição de origem doutrinário. Triste, um povo que não conhece sua história. E por isto perdem em muito quando não considera o assunto que temos exposto aqui. Pouco ou nada se dá a devida consideração ao mesmo.

   A Fé Reformada defende a forte ideia de que as Escrituras em todas as Suas Partes, é, plenamente Suficientes em matéria de fé e prática - significando que tudo o que o homem precisa conhecer, crer e fazer para ser salvo, vivendo de modo agradável a Deus é revelado em Sua Palavra.

" Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra ". 
[ 2 Tm.3.16,17 ].

   A concepção calvinista a respeito da natureza pervertida, caída, corrompida pelo pecado, o homem se encontra inclinado a todo mal, em contraste a isto, tendo a clara visão de um Deus que é Santo e Soberano, que, por conta da natureza pecaminosa do homem NÃO lhe compete o direito de inventar e instituir como prática de culto ABSOLUTAMENTE NADA que as Escrituras nem ordenem e ensinem nElas e através dElas. Sendo antes uma Prerrogativa divina, sendo Parte de Sua própria vontade o modo correto dos homens adorarem a Ele prescrito nas Escrituras. O Culto portanto, no conceito reformado-puritana, não tem como propósito agradar os adoradores, e sim, a Deus.

   Um ministro presbiteriano escocês, muito respeitado em sua época por sua piedade e erudição, sendo o mesmo professor da Universidade de Glasgow, aos dezanove anos de idade comentou o trecho do capítulo quatro versículo vinte e quatro do evangelho de João diz ele:

" A maioria dos homens tem alguma forma própria de adorar a Deus, e está tão satisfeita com ela, que pensa que Deus também está. Poucos há, entretanto, que de fato sabem o que significa adorar de modo aceitável à Sua Majestade...Vocês devem ter como verdade inegavelmente estabelecida, que Deus tem que ser adorado de acordo com a Sua própria vontade e prazer, e não de acordo como a vontade ou invenção de vocês. Portanto, Deus aborrece concepções humanas de culto ( will-worship ) imaginadas pelos homens, por zelo ignorante ou supertição, embora possam aparentar muita devoção ou afeição a Deus...O culto de Deus deve ser em verdade - isso é claro - mas que verdade é essa? Deve ser de conformidade com a norma e padrão de culto revelado como vontade e prazer e Deus na Palavra da verdade. Verdadeiro culto é a própria prática da Palavra da verdade ( Mateus 15:8,9 ).

   Estaremos enfim trazendo aqui posição de um dos mais ilustres pregadores que os séculos passados já conheceu. C.H. Spurgeon. E aí traremos o princípio bíblico sobre este assunto tão esquecido pela maioria de nossos ministros presbiterianos.



Biografia : O Princípio Regula dor no Culto - Pgs. 20a 22- Paulo Anglada é Pastor da Igreja Presbiteriana Central do Pará, professor de grego e hermenêutica do Seminário Teológico Batista Equatorial e presidente da ARPAV - Associação Reformada Palavra da Verdade, na cidade de Belém.





   


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Princípio Regulador no Culto - Adoração Que é Segundo As Escrituras - Parte V



   Na abordagem passada deixamos claro que, segundo o estudo proposto pelo nosso irmão Pr. Paulo Anglada, sobre o Princípio Regulador do Culto, é de suma importância, e relevante; entendo tal princípio advindo de homens comprometidos com a verdade, e, que estavam completamente preocupado com o que realmente glorificava a Deus, a despeito de tantas desordens de cunho teológicos da época em que viveram. Definiu-se então que, o Princípio Regulador do Culto é exatamente aquilo que a Bíblia ordena qual deve ser a forma de adoração pública. Apresentou-se aqui as evidências históricas dos reformadores, como a visão do grande reformador francês João Calvino, John Knox e a visão Belga quanto ao Princípio Regulador. Apresentaremos aqui para finalizar este primeiro momento a visão dos puritanos e dos presbiterianos quanto a este assunto que para tantos torna-se polêmica e uma lástima teológica, quando aderem parte de sua história como "reformador". Deus ajude nossas igrejas de todo o Brasil para este princípio que deveria nortear todas as igrejas reformadas do Brasil. Então vejamos o que dizem os puritanos sobre o assunto.

   Dezenas de teólogos e pastores puritanos escoceses e ingleses dos mais expressivos no séc. XVII, tais como - Thomas Cartwright (1535-1603), ministro não conformista inglês; Willam Ames ( 1576-1633), professor de teologia não conformista exilado para a Holanda; David Caldwood (575-1650?), ministros e teólogos da Igreja da Escócia, e outros - escreveram tratados e outros tipos de escritos defendendo e aplicando o princípio regulador do culto, condenando a imposição de cerimônias, festividades e religiosas, gestos e símbolos não fundamentados nas Escrituras.  Segue então as posições puritanas de modo representativo sobre o assunto:

   George Gillespie (1613-1649), um dos ministros representantes da Escócia na Assembléia de Westminster, escreveu, em 1637, um tratado contra a imposição de cerimônias religiosas. Eis seu pequeno trecho:
" A igreja é proíbida de acrescentar qualquer coisa aos mandamentos que Deus nos deu, concernentes ao Seu culto e serviço, [Dt.4:3;12:32;Pv.30:6] por conseguinte, ela não pode prescrever coisa alguma relacionada à prática do culto divino, que ultrapasse mera circunstância: tudo é incluído naquele tipo de coisas que não são tratadas nas Escrituras...A Igreja Cristã não tem maior liberdade para acrescentar (coisas) ao mandamento de Deus do que tiveram os judeus; pois o segundo mandamento é moral e perpétuo, e nos proíbe, bem como a eles, as adições e invenções humanas no culto de Deus ".

   John Owen (1616-1683), um dos mais capazes, respeitados e conhecidos puritanos, de igual modo escreve um tratado combatendo a  imposição litúrgica. Um pequeno trecho se nos é apresentado, parte de um de seus livros:
..." a invenção arbitrária de qualquer coisa imposta como necessária e indispensável no culto público a coisa assim inventada e ordenada no culto é ilegal e contrária à regra da Palavra...Portanto, todo o dever da Igreja com relação ao culto a Deus, parece consistir na precisa observação daquilo que é prescrito e ordenado por Ele (Deus)".

   Jeremiah Burroughs (1599-1646), puritano independente e membro da Assembléia de Westminster, escreveu em 1648 um tratado cerca de 400 páginas sobre o culto evangélico. Burroughs começa sua obra, argumentando, com base no relato bíblico sobre o fogo estranho oferecido por Nadabe e Abiú, "...que no culto a Deus não pode haver nada apresentado a Deus, que Ele não tenha ordenado; o que quer que pratiquemos no culto a Deus, deve ter fundamentação proveniente da Palavra de Deus ".

   Notemos por fim, a visão dos presbiterianos quanto ao assunto sobre o Princípio Regulador do Culto.

    Historicamente, não é de se estranhar que o ramo presbiteriano foi quem mais contribuíram para a reforma litúrgica. A herança reformada, calvinista, escocesa e puritana legada aos presbiterianos tornou-os particularmente empenhados na purificação do culto. Alexander Hodge, conhecido professor de teologia do Seminário de Princeton, no século passado, no seu comentário sobre a Confissão de Fé de Westminster, com relação ao capitulo XXI, parágrafo I, escreveu:
" Nós já vimos, ao comentar o capítulo primeiro, que Deus nos deu as Escrituras como uma regra de fé e prática...Isso implica necessariamente que, visto que Deus prescreveu o modo como nós devemos cultuá-lO e serví-lO de modo aceitável, é uma ofensa para Ele e pecado de nossa parte, tanto negligenciar o modo por Ele estabelecido, como preferir praticar o nosso próprio modo de culto...visto que a natureza moral do homem é depravada, seus instintos religiosos, e suas relações com Deus invertidas pelo pecado, é auto-evidente que uma revelação positiva e explícita é necessária, não apenas para dizer ao homem que Deus admite ser cultuado, mas também para prescrever os princípios com base nos quais, e os métodos pelos quais este culto e serviço deverão ser prestados. Como já foi antes demonstrado a partir das Escrituras...toda maneira de culto da vontade, de atos e formas auto-escolhidas de culto são abominação diante de Deus."

    Uma vez que, como presbiterianos, não temos a necessidade de buscar exemplos pessoais favoráveis ao princípio regulador puritano, visto que nossos próprios símbolos de fé professam claramente o princípio de culto que temos discorrido.

   A Confissão de Fé de Westminster afirma no capítulo referente ao culto (XXI), que:
...o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por Ele mesmo, e é tão limitado pela Sua própria vontade revelada, que Ele não pode ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens, ou sugestões de satanás, nem sob qualquer outro modo não prescrito nas Sagradas Escrituras."

    A vista do que escrevemos até aqui, como você encararia o culto de sua igreja? Ele seria genuinamente reformado? Poderia dizer você que o culto o qual você presta no culto no dia do Senhor é um culto que é Segundo as Escrituras? O Culto de sua igreja é segundo o Princípio Regulador? Oxalá, que seja conforme as Escrituras.

   Em uma outra oportunidade estaremos aqui continuando outros aspectos do Culto Segundo As Escrituras proferido pelo consagrado pastor Paulo Anglada.


Biografia : O Princípio Regula dor no Culto - Pgs. 13a 19- Paulo Anglada é Pastor da Igreja Presbiteriana Central do Pará, professor de grego e hermenêutica do Seminário Teológico Batista Equatorial e presidente da ARPAV - Associação Reformada Palavra da Verdade, na cidade de Belém.







sábado, 20 de janeiro de 2018

Princípio Regulador no Culto - Adoração Que é Segundo As Escrituras - Parte IV

 



   Entramos no ponto de onde paramos, o que vem a ser este Princípio Regulador no Culto? Alguns chamaram de Princípio Regulador Puritano, mas, de logo notaremos que este termo não é melhor apropriado do que apenas de "Reformado". Então vejamos porque tanto os reformados quanto os puritanos execraram toda a parafernália da liturgia católica-romana.

   Já dissemos no início que a terminologia geralmente empregada, de : " Princípio Regulador Puritano ", não expressa bem o assunto. Diz P.A, Não porque os puritanos não defendessem o princípio do qual o escritor está a considerar, mas, porque não indica o assunto, e porque a defesa deste princípio não se limita apenas a eles.

   Considera-se portanto do ponto de vista do assunto que mais apropriado é chamar de " Princípio Regulador Reformado" o que veio a ser fundamental, norteando à simplicidade do culto público e reformado-puritano.

   Princípio que norteou não só os puritanos mas como os próprios reformadores fazendo frente a combater profundamente a reforma litúrgica, que empreenderam contra a idolatria, a superstição e as tradições litúrgicas da igreja católica romana.

   Mas, o que consiste então o " Princípio Regulador Reformado?" Temos a seguinte resposta: É o princípio que afirma que o culto público público deve ser bíblico. O que diga-se de passagem, oposto ao princípio romano e anglicano - as vezes chamado de princípio normativo. Que diz, o que não for proibido diretamente pelas Escrituras se é permitido fazer no culto, puritanos e reformadores defendem a seguinte posição: o que não for diretamente ensinado nas Escrituras ou necessariamente inferido de seu ensino, é proibido no culto. De uma outra maneira positiva o princípio regulador puritano afirma que só é permitido fazer no culto o que está real fundamentado biblicamente.

   Falemos então sobre EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS. Relatemos então a evidência do ponto de vista reformado.

   Que é fato que este princípio é genuinamente reformado, puritano e presbiteriano, isto é fato histórico e facilmente verificável. E, segundo P.A, não seria difícil fazer referências de vários reformadores calvinistas, de puritanos e presbiterianos a favor do princípio regulador puritano. Vemos então a posição de João Calvino.

   Calvino com relação ao culto é manifesta em muitos de seus escritos. No tratado The Necessity of Reforming the Church ( A Necessidade de Reformar a Igreja ), por exemplo, escrito em 1543, diz ele:

"...a regra que distingue entre o culto puro e o culto corrompido é de aplicação universal, a fim de que não adotemos nenhum artifício que nos pareça apropriado, mas atentemos para as instruções
do Único que está autorizado a legislar quanto ao assunto. Portanto, se quisermos que Ele ( Deus ) aprove o nosso culto, esta regra, que Ele impõe nas Escrituras com o máximo rigor, deve ser cuidadosamente observada. Pois há duas razões pelas quais o Senhor, ao condenar e proibir todo culto fictício, requer que obedeçamos apenas à Sua voz: primeiro, porque não
devemos seguir o nosso próprio prazer, mas depender inteiramente da Sua soberania, promove grandemente a Sua autoridade. Segundo, porque a nossa corrupção é de tal ordem, que quando somos deixados em liberdade, tudo o que estamos habituados a fazer é nos extraviar. E então, uma vez desviados do reto caminho, a nossa viagem não termina, enquanto não nos soterremos numa infinidade de superstições..."

    O que poderíamos falar sobre John Knox, grande reformador da Escócia. Que lutou tenazmente para livrar o culto de todas as superstições católico-romanas. O primeiro livro escrito por John Knox e outros reformadores escoceses datado em 1560, condena, como "doutrinas contrárias": "...qualquer coisa que homens, por leis, concílios ou constituições têm imposto sobre as consciências dos homens, sem mandamento expresso da Palavra de Deus - tais como votos de castidade...imposição a homens e mulheres do uso de diversas vestes especiais, observância supersticiosa de dias de jejuns, abstinência de alimentos por motivo de consciência, oração pelos mortos, e a guarda de dias santos instituídos por homens, tais como as festas aos apóstolos, mártires, virgens, natal, circuncisão, epifania(reis), purificações e outras festas - coisas essas que, não tendo nem mandamento nem endossa nas Escrituras de Deus, julgamos devem ser completamente abolidas do nosso reino; declarando ainda, que obstinados observadores e ensinadores de tais abominações não devem escapar à punição do Magistrado Civil."

    Tais exemplos parte de um princípio puramente ilustrativo da posição reformada calvinista quanto ao assunto. Porquanto em muitos outros escritos, Calvino, John Knox e outros reformadores, tais como Bucer e Bullinger, e mesmo os principais símbolos de fé reformados demonstram o caráter normativo do princípio  de culto que estamos tratando. A Confissão Belga, diz, ao professar a cerca da suficiência das Escrituras Sagradas, declara ela: 

" Cremos que as Escrituras Sagradas contêm de modo completo a vontade de Deus, e que o homem está obrigado a crer para ser salvo é nelas suficiente ensinado. Portanto, já que toda forma de culto Deus requer de nós se encontra nelas amplamente descrita, não é permitido ao homem...ensinar nenhuma outra maneira (de culto) exceto aquela que agora é ensinada nas Escrituras Sagradas."


      É de total clareza de que realmente o culto que nossos pais reformadores e calvinistas adotavam a forma e norma de culto em sua forma simples, como diz as Escrituras, é de nos chamar a atenção para tal compreensão teológica da época. Isto aponta para algo superior e glorioso, o Culto de Deus. Não deveria as igrejas histórias retornar ao princípio que rege o culto em sua forma simples? Como a igreja primitiva na época dos Apóstolos? Muitos dizem somente da boca pra fora que é parte da igreja primitiva. Mas, isto é um terrível e lego engando. Oh, quão longe estamos. Pois onde a simplicidade do culto onde existia na época apostólica somente a pregação da Expositiva da Palavra, orações, administrações dos sacramentos, o Cantar Salmos e a bênção apostólica? Estes sim, é um culto que é de acordo com a vontade de Deus. E por isto os reformadores, calvinistas, puritanos e presbiterianos faziam questão de apontar para a glória espiritual desta forma cúltica de Deus. Nada, nada! Acrescentar diziam eles. Fazer somente o que Deus prescreveu em Sua Palavra. Esta deve ser nossa vigilância enquanto mistros da Igreja do Deus vivo. Guardiões da verdade. Onde hoje, encontramos tal preocupação com a glória única de Deus em Sua forma de Culto?


   Estaremos enfim finalizando esta parte com o parecer dos puritanos e logo após a dos presbiterianos quanto ao Princípio Regulador do Culto. Creio eu, que o Rev. P.Anglada, assentou, pôs nesta ordem de apresentação para justamente chamar a atenção dos contrários a 
esta forma teológica de pensar do culto de Deus dizer que o mesmo estaria puxando sardinha para o lado do puritanismo. Pois os não simpatizantes aos puritanos logo taxariam desta forma, isto é coisa de puritanismo. Mas não. Foram posto aos puritanos logo taxariam desta forma, isto é coisa de puritanismo. Mas não. Foram postos posto aqui na ordem,a posição Calvinista e Reformada. E, só agora colocaremos a posição Puritana e Presbiteriana. O que esteremos fazendo em um outro momento.



Biografia : O Princípio Regula dor no Culto - Pgs. 12a 14- Paulo Anglada é Pastor da Igreja Presbiteriana Central do Pará, professor de grego e hermenêutica do Seminário Teológico Batista Equatorial e presidente da ARPAV - Associação Reformada Palavra da Verdade, na cidade de Belém.





Evangelho reformado