Concepção Reformado-puritana do Princípio Regulador do Culto.
O Princípio Calvinista
O Princípio Regulador do culto está em perfeito acordo e harmonia com o corpo de doutrinas reformadas da autoridade e suficiência das Escrituras. O princípio não é nada mais nada menos que a aplicação dessas doutrinas no culto. Este é o parecer de todos os calvinistas. O que é estranho hoje notarmos que muitos dos que são historicamente reformado, não tem nenhuma ligação com este corpo de doutrina chamado de " calvinista". Muitos dos quais nem mesmo sabem sua posição de origem doutrinário. Triste, um povo que não conhece sua história. E por isto perdem em muito quando não considera o assunto que temos exposto aqui. Pouco ou nada se dá a devida consideração ao mesmo.
A Fé Reformada defende a forte ideia de que as Escrituras em todas as Suas Partes, é, plenamente Suficientes em matéria de fé e prática - significando que tudo o que o homem precisa conhecer, crer e fazer para ser salvo, vivendo de modo agradável a Deus é revelado em Sua Palavra.
" Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra ".
[ 2 Tm.3.16,17 ].
A concepção calvinista a respeito da natureza pervertida, caída, corrompida pelo pecado, o homem se encontra inclinado a todo mal, em contraste a isto, tendo a clara visão de um Deus que é Santo e Soberano, que, por conta da natureza pecaminosa do homem NÃO lhe compete o direito de inventar e instituir como prática de culto ABSOLUTAMENTE NADA que as Escrituras nem ordenem e ensinem nElas e através dElas. Sendo antes uma Prerrogativa divina, sendo Parte de Sua própria vontade o modo correto dos homens adorarem a Ele prescrito nas Escrituras. O Culto portanto, no conceito reformado-puritana, não tem como propósito agradar os adoradores, e sim, a Deus.
Um ministro presbiteriano escocês, muito respeitado em sua época por sua piedade e erudição, sendo o mesmo professor da Universidade de Glasgow, aos dezanove anos de idade comentou o trecho do capítulo quatro versículo vinte e quatro do evangelho de João diz ele:
" A maioria dos homens tem alguma forma própria de adorar a Deus, e está tão satisfeita com ela, que pensa que Deus também está. Poucos há, entretanto, que de fato sabem o que significa adorar de modo aceitável à Sua Majestade...Vocês devem ter como verdade inegavelmente estabelecida, que Deus tem que ser adorado de acordo com a Sua própria vontade e prazer, e não de acordo como a vontade ou invenção de vocês. Portanto, Deus aborrece concepções humanas de culto ( will-worship ) imaginadas pelos homens, por zelo ignorante ou supertição, embora possam aparentar muita devoção ou afeição a Deus...O culto de Deus deve ser em verdade - isso é claro - mas que verdade é essa? Deve ser de conformidade com a norma e padrão de culto revelado como vontade e prazer e Deus na Palavra da verdade. Verdadeiro culto é a própria prática da Palavra da verdade ( Mateus 15:8,9 ).
Estaremos enfim trazendo aqui posição de um dos mais ilustres pregadores que os séculos passados já conheceu. C.H. Spurgeon. E aí traremos o princípio bíblico sobre este assunto tão esquecido pela maioria de nossos ministros presbiterianos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário