Que é fato que os reformadores e puritanos atribuíram ao culto ( e à sua forma ), coisa de extrema importância na adoração a Deus, disto não pode restar dúvidas. Agora como, que, com o passar dos anos, dos séculos esta prática foi caindo em desuso ao ponto de hoje inúmeras igrejas ditas reformadas perderam parte desta prática? Já que são igrejas históricas, porque não continuar imitando a fé daqueles que foram usados por Deus em defender a ordem e a decência espiritual da adoração a Deus no culto público? Vejamos enfim as duas considerações que os reformadores e os puritanos sustentavam para pensar desta maneira. Vejamos então o que nos diz o Pr. Paulo Anglada coloca as claras estas considerações.
Os Exemplos Históricos das Religiões
Quando olhamos a história das religiões demonstra que toda vez que os homens se arrogaram ou se arrogam o direito de conceber formas de adoração a Deus, os maiores absurdos acontecem. Prostitutas cultuais, luxúria, sacrifícios humanos, auto-flagelação, adoração da própria natureza, culto a demônios e a espíritos imundos, são alguns exemplos, diz o pastor P.A.
A igreja católica romana não foge a regra. Uma infinidade de crenças e práticas litúrgicas foram incorporadas a ela no decorrer dos séculos. A Reforma Protestante ocorreu numa igreja repleta de adições espúrias ao culto: missa aos mortos (missa do sétimo dia), a própria missa (um sacrifício não cruento), confessionário, sete sacramentos, celibato, indulgências, penitências, rezar terços, sinal da cruz, uso do latim na missa, imagens, rosários, crucifixos, representações, velas, vestes sacras, músicas sacras, livros de oração, dias santos, etc.
A Diversidade Novos Elementos nos Cultos Evangélicos Modernos
Este ponto foi o que levou o Rev. Paulo Anglada a considerar o assunto com seriedade. Diz ele: " As práticas de culto do movimento evangélico moderno. Uma parafernália litúrgica tem sido introduzida no culto evangélico no último século: orações em conjunto (em voz alta), grupos de oração no mesmo culto. Na área da música: todo tipo de instrumentos, ritmo e linguagem, corais, conjuntos, bandas, solos, duetos, quartetos, cânticos responsivos ( homens/mulheres; um fila/outra), dirigentes, regentes e ministros de música, palmas etc. Há também testemunhos pessoais; recitações de poemas e versos por adultos e crianças, palmas para Jesus, cumprimentos no culto (às pessoas ao lado), apelos, danças, línguas, cânticos em línguas, curas, emprego de luzes coloridas, cultos jovens, cultos apenas musicados, representações teatrais, gargalhadas sagradas, quedas, urros, etc. "
O Contraste com o Culto Simples Reformado e Puritano
Diga-se afirmadamente, que, os reformadores aboliram toda parafernália do culto católico-romano, enquanto os puritanos fizeram o mesmo com o culto anglicano. Ambos instituíram uma forma de culto extremamente simples, colocando de lado a pompa, esplendor, vestes, adereços, procissões, cerimônias, livros de oração, representações, símbolos, gestos, etc. Cabe dizer, que os cultos reformados e puritanos consistia simplesmente de leitura bíblica, pregação, oração, cântico dos Salmos (sem nenhum instrumentos), ministração dos dois sacramentos por Jesus (batismo e santa ceia) e a bênção apostólica. O púlpito toma lugar central no templo.
Estaremos mais a frente redigindo aqui o que explica esta uniformidade e simplicidade do culto reformado-puritano? O que levou eles a execrarem a parafernália litúrgica romana e anglicana? O que norteou-os a profunda reforma litúrgica empreenderam? A fim de elaborarem um documento de nome Princípio Regulador Puritano. O que, será mostrado que a priore este termo "puritano" não melhor empregando do que "reformado", por se tratar de reformadores em sua copilação.
Estaremos numa próxima oportunidade abordando o que vem a ser a definição deste termo, " Princípio Regulador Puritano ".

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