Entramos no ponto de onde paramos, o que vem a ser este Princípio Regulador no Culto? Alguns chamaram de Princípio Regulador Puritano, mas, de logo notaremos que este termo não é melhor apropriado do que apenas de "Reformado". Então vejamos porque tanto os reformados quanto os puritanos execraram toda a parafernália da liturgia católica-romana.
Já dissemos no início que a terminologia geralmente empregada, de : " Princípio Regulador Puritano ", não expressa bem o assunto. Diz P.A, Não porque os puritanos não defendessem o princípio do qual o escritor está a considerar, mas, porque não indica o assunto, e porque a defesa deste princípio não se limita apenas a eles.
Considera-se portanto do ponto de vista do assunto que mais apropriado é chamar de " Princípio Regulador Reformado" o que veio a ser fundamental, norteando à simplicidade do culto público e reformado-puritano.
Princípio que norteou não só os puritanos mas como os próprios reformadores fazendo frente a combater profundamente a reforma litúrgica, que empreenderam contra a idolatria, a superstição e as tradições litúrgicas da igreja católica romana.
Mas, o que consiste então o " Princípio Regulador Reformado?" Temos a seguinte resposta: É o princípio que afirma que o culto público público deve ser bíblico. O que diga-se de passagem, oposto ao princípio romano e anglicano - as vezes chamado de princípio normativo. Que diz, o que não for proibido diretamente pelas Escrituras se é permitido fazer no culto, puritanos e reformadores defendem a seguinte posição: o que não for diretamente ensinado nas Escrituras ou necessariamente inferido de seu ensino, é proibido no culto. De uma outra maneira positiva o princípio regulador puritano afirma que só é permitido fazer no culto o que está real fundamentado biblicamente.
Falemos então sobre EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS. Relatemos então a evidência do ponto de vista reformado.
Que é fato que este princípio é genuinamente reformado, puritano e presbiteriano, isto é fato histórico e facilmente verificável. E, segundo P.A, não seria difícil fazer referências de vários reformadores calvinistas, de puritanos e presbiterianos a favor do princípio regulador puritano. Vemos então a posição de João Calvino.
Calvino com relação ao culto é manifesta em muitos de seus escritos. No tratado The Necessity of Reforming the Church ( A Necessidade de Reformar a Igreja ), por exemplo, escrito em 1543, diz ele:
"...a regra que distingue entre o culto puro e o culto corrompido é de aplicação universal, a fim de que não adotemos nenhum artifício que nos pareça apropriado, mas atentemos para as instruções
do Único que está autorizado a legislar quanto ao assunto. Portanto, se quisermos que Ele ( Deus ) aprove o nosso culto, esta regra, que Ele impõe nas Escrituras com o máximo rigor, deve ser cuidadosamente observada. Pois há duas razões pelas quais o Senhor, ao condenar e proibir todo culto fictício, requer que obedeçamos apenas à Sua voz: primeiro, porque não
devemos seguir o nosso próprio prazer, mas depender inteiramente da Sua soberania, promove grandemente a Sua autoridade. Segundo, porque a nossa corrupção é de tal ordem, que quando somos deixados em liberdade, tudo o que estamos habituados a fazer é nos extraviar. E então, uma vez desviados do reto caminho, a nossa viagem não termina, enquanto não nos soterremos numa infinidade de superstições..."
O que poderíamos falar sobre John Knox, grande reformador da Escócia. Que lutou tenazmente para livrar o culto de todas as superstições católico-romanas. O primeiro livro escrito por John Knox e outros reformadores escoceses datado em 1560, condena, como "doutrinas contrárias": "...qualquer coisa que homens, por leis, concílios ou constituições têm imposto sobre as consciências dos homens, sem mandamento expresso da Palavra de Deus - tais como votos de castidade...imposição a homens e mulheres do uso de diversas vestes especiais, observância supersticiosa de dias de jejuns, abstinência de alimentos por motivo de consciência, oração pelos mortos, e a guarda de dias santos instituídos por homens, tais como as festas aos apóstolos, mártires, virgens, natal, circuncisão, epifania(reis), purificações e outras festas - coisas essas que, não tendo nem mandamento nem endossa nas Escrituras de Deus, julgamos devem ser completamente abolidas do nosso reino; declarando ainda, que obstinados observadores e ensinadores de tais abominações não devem escapar à punição do Magistrado Civil."
Tais exemplos parte de um princípio puramente ilustrativo da posição reformada calvinista quanto ao assunto. Porquanto em muitos outros escritos, Calvino, John Knox e outros reformadores, tais como Bucer e Bullinger, e mesmo os principais símbolos de fé reformados demonstram o caráter normativo do princípio de culto que estamos tratando. A Confissão Belga, diz, ao professar a cerca da suficiência das Escrituras Sagradas, declara ela:
" Cremos que as Escrituras Sagradas contêm de modo completo a vontade de Deus, e que o homem está obrigado a crer para ser salvo é nelas suficiente ensinado. Portanto, já que toda forma de culto Deus requer de nós se encontra nelas amplamente descrita, não é permitido ao homem...ensinar nenhuma outra maneira (de culto) exceto aquela que agora é ensinada nas Escrituras Sagradas."
É de total clareza de que realmente o culto que nossos pais reformadores e calvinistas adotavam a forma e norma de culto em sua forma simples, como diz as Escrituras, é de nos chamar a atenção para tal compreensão teológica da época. Isto aponta para algo superior e glorioso, o Culto de Deus. Não deveria as igrejas histórias retornar ao princípio que rege o culto em sua forma simples? Como a igreja primitiva na época dos Apóstolos? Muitos dizem somente da boca pra fora que é parte da igreja primitiva. Mas, isto é um terrível e lego engando. Oh, quão longe estamos. Pois onde a simplicidade do culto onde existia na época apostólica somente a pregação da Expositiva da Palavra, orações, administrações dos sacramentos, o Cantar Salmos e a bênção apostólica? Estes sim, é um culto que é de acordo com a vontade de Deus. E por isto os reformadores, calvinistas, puritanos e presbiterianos faziam questão de apontar para a glória espiritual desta forma cúltica de Deus. Nada, nada! Acrescentar diziam eles. Fazer somente o que Deus prescreveu em Sua Palavra. Esta deve ser nossa vigilância enquanto mistros da Igreja do Deus vivo. Guardiões da verdade. Onde hoje, encontramos tal preocupação com a glória única de Deus em Sua forma de Culto?
Estaremos enfim finalizando esta parte com o parecer dos puritanos e logo após a dos presbiterianos quanto ao Princípio Regulador do Culto. Creio eu, que o Rev. P.Anglada, assentou, pôs nesta ordem de apresentação para justamente chamar a atenção dos contrários a
esta forma teológica de pensar do culto de Deus dizer que o mesmo estaria puxando sardinha para o lado do puritanismo. Pois os não simpatizantes aos puritanos logo taxariam desta forma, isto é coisa de puritanismo. Mas não. Foram posto aos puritanos logo taxariam desta forma, isto é coisa de puritanismo. Mas não. Foram postos posto aqui na ordem,a posição Calvinista e Reformada. E, só agora colocaremos a posição Puritana e Presbiteriana. O que esteremos fazendo em um outro momento.

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